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PELOURINHO DE MURÇA

Marco Jurisdicional / Monumento Nacional

Dotado de uma beleza paisagística inquestionável, o território correspondente, na actualidade, ao concelho de Murça possui diversos testemunhos arqueológicos (como a célebre ‘Porca de Murça’) que revelam a antiguidade do povoamento humano no seu termo, numa evidência, não tanto da diversidade dos recursos cinegéticos fundamentais à sobrevivência de quem o percorria e escolhia para nele se fixar, mas, sobretudo, da qualidade e especialidade dos produtos que oferecia. Além disso, não podemos esquecer a relevância da estratégia da sua localização geográfica, materializada, ademais, no lançamento de vias romanas, e que os soberanos tão bem compreenderam ao tempo do longo e difícil processo de formação da nacionalidade. Com efeito, situada em pleno centro de transição entre as regiões transmontana e duriense, Murça ocupa um solo agrícola relativamente pobre, embora propício ao cultivo da vinha e do olival.
De entre as estruturas que ilustram a antiguidade da povoação, destaca-se o “Pelourinho de Murça”, incluído no primeiro (1910) decreto português de classificação de edifícios antigos como “monumentos nacionais”.
Símbolo maior da autonomia e do poder municipais, o pelourinho remonta ao século XVI, centúria em que Murça obteve, em 1512, novo foral de D. Manuel I (1469-1521), depois de lhe ter sido concedido o primeiro em 1224, por D. Sancho II (1209-1248), renovado por D. Afonso III (1210-1279) e, mais tarde, por D. Dinis (1261-1325), sendo, por conseguinte, plausível que Murça tivesse sido anteriormente dotada de um pelourinho, do qual não remanescerão quaisquer vestígios.
Não obstante, o pelourinho que hoje observamos no centro da praça principal da Vila, fronteira aos seus mais relevantes edifícios – casos do actual edifício da Câmara Municipal, dos antigos Paços do Concelho e da igreja Matriz -, na qual se erguem belas residências senhoriais, é formado por coluna em cordão (com argola de ferro ao meio) assente directamente sobre soco constituído por sete degraus, com capitel ostentando o brasão de D. Manuel I e as armas dos donatários de Murça, os Guedes, sobrepujado por triplo remate com cinco colunas de pequenas dimensões de igual modo facetadas em cordão.

Fonte: Direção Geral do Património Cultural