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IGREJA DE SÃO MAMEDE DE RIBATUA


As origens da paróquia de São Mamede de Ribatua remontam ao século XII ou XIII, mas a igreja que hoje se conhece é uma construção setecentista, erguida, muito possivelmente, em substituição de um templo de época anterior.
Sobre as campanhas arquitectónicas do século XVIII, sabe-se que o portal foi executado em 1737, data que aí se encontra inscrita. No entanto, e de acordo com as Memórias Paroquiais de 1758, nesse ano a capela-mor não estava ainda terminada. Assim, concluí-se que a igreja de São Mamede de Ribatua foi construída entre a década de 1730 e a de 1750/60, época coincidente com a linguagem dos elementos decorativos do seu interior.
A fachada principal, com pilastras nos cunhais, é marcada pelo frontão triangular que a remata, truncado pela torre sineira de remate em coruchéu. O portal, de verga recta, envolto por pilastras, é coroado por um nicho com a imagem do padroeiro, exibindo, no entablamento, uma cartela com o monograma IHS e a data de 1737 já referida.
De planta longitudinal desenvolve-se em nave única, com coro, capela-mor mais baixa e estreita, e sacristia e Casa das Almas adossadas à esquerda. A nave é percorrida por um silhar de azulejo azul e branco de padrão vegetalista, exibindo dois púlpitos (com baldaquino de talha), dois altares laterais e dois colaterais. Estes, tal como o da capela-mor, são de talha dourada e polícroma tardo-barrocos ou rococó.
Uma referência ainda para o baixo relevo que se encontra no sub-coro representando o Baptismo de Cristo e que foi executado por José Joaquim Teixeira Lopes, natural de São Mamede de Ribatua (1837), como módulo para o de bronze que existe na capela baptismal do Sé do Porto.

Fonte: Direção Geral do Património Cultural