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ABRIGO RUPESTRE DA PALA PINTA

Arqueologia / Sítio de Interesse Público

O “Abrigo rupestre da Pala Pinta” está localizado de modo relativamente isolado a meio de uma encosta de difícil acesso, em pleno vale do Tua, sobre a rib.ª de Rebousa, numa zona essencialmente granítica, constituindo um dos exemplos mais notáveis de abrigos com pintura esquemática existentes nesta região transmontana.

Referenciado desde, pelo menos, 1922, o abrigo, em forma de “pala”, possui aproximadamente doze metros de comprimento e uma altura que não ultrapassará os dois e meio. É no seu interior que observamos algumas pinturas executadas realizadas em painéis verticais (decerto resultantes de fracturas ocorridas na própria rocha), o primeiro dos quais (localizado no lado direito da entrada) apresenta a maior concentração de figurações cromáticas de todo o Abrigo. Entretanto, a investigação conduzida em meados dos anos oitenta sob direcção de Orlando Sousa permitiu confirmar a utilização monocromática do vermelho na realização das pinturas, para além da inexistência de possíveis sobreposições (o que apontará para uma só fase da sua execução) e a probabilidade da superfície do segundo painel ter sido aplainada pelo método de fricção.

Quanto aos motivos representados, parecem denunciar uma considerável diversidade, como testemunham as linhas quase paralelas, os pontilhados, os círculos concêntricos (alguns dos quais raiados), uma figura composta de sete “anéis” interligados, para além de outra “arboriforme” (de índole antropomórfica) e de figuras esteliformes que, no conjunto, parecem remeter para uma forte simbologia solar, representando , nalguns casos, e na opinião de Orlando Sousa, o “astro-rei”.

Em 1932, Santos Júnior ainda efectuou uma sondagem na plataforma localizada defronte do abrigo a fim de obter, nos sedimentos aí registados, indícios de uma provável ocupação humana contemporânea da utilização do Abrigo, que não se viria a confirmar.

Fonte: Direção Geral do Património Cultural