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CONJUNTO ARQ. LARGO PRAÇA E RUA DIREITA DE FAVAIOS

Arq. Civil / Conjunto de Interesse Público

O Largo da Praça e a Rua Direita constituem o centro histórico de Favaios, aglomerado populacional intimamente ligado à vitivinicultura do Alto Douro, cujas gentes se especializaram no cultivo intensivo da vinha. A vila foi propriedade dos Marqueses de Távora até 1759, tendo transitando nesse ano para a coroa. Foi também concelho, extinto em 1853 e então integrado no de Alijó, de que constitui na actualidade uma freguesia.
O Largo é definido por um conjunto arquitectónico de assinalável interesse regional, genericamente construído nos séculos XVIII e XIX, constituindo o núcleo mais diferenciado de arquitectura da vila. O principal edifício é o Antigo Paço do Concelho, hoje transformado em posto de Correios. É um conjunto de dois corpos e dois andares, cujo segmento direito desempenha a função de fachada principal, com definição tripartida de vãos segundo um eixo de hierarquia a partir do centro e com frontão ondulado onde se exibe brasão. O recurso a elementos característicos da arquitectura erudita barroca, como pilastras ou a escadaria interior com volutas, é, de resto, a principal marca do conjunto, que não cede, mesmo assim, a uma propositada simplicidade de linhas.
No início da Rua Direita destaca-se a Casa Lopo Vaz Moutinho, edifício de dois corpos, um dos quais mais antigo (possivelmente seiscentista), que integra uma janela de canto no cunhal setentrional, solução erudita e sem paralelo no restante parque urbano da vila. O corpo mais recente é já barroco e possui evidente contraste com o anterior.
A Casa de Santo António merece também algum destaque, pelas grandes dimensões do edifício e, principalmente, por ser um dos mais interessantes exemplos de residência senhorial duriense, a meio caminho entre a «casa nobre erudita» e o «complexo habitacional / agrícola». O edifício integra também uma capela, terminada em 1676, como informa a inscrição que se encontra no lintel do portal principal.
Finalmente, importa destacar a Igreja Matriz, no extremo oposto ao da Casa da Câmara. É um templo tardio, construído ao longo do século XIX e adaptado ao figurino neoclássico. O interior é de nave única e capela-mor, sendo o recheio artístico composto essencialmente por peças de sabor tardo-barroco e neo-gótico.

Paulo Fernandes | DIDA | IGESPAR, I. P.

16.08.2007, adapt. Processo de Classificação (DRP do ex-IPPAR).

Fonte: Direção Geral do Património Cultural