PNRVT – Parque Natural Regional Vale do TuaPNRVT – Parque Natural Regional Vale do Tua

PNRVT - Parque Natural Regional Vale do Tua

Already a member?

PNRVT – Parque Natural Regional Vale do TuaPNRVT – Parque Natural Regional Vale do Tua
Forgot password?

Don't have an account?

CAPELA N.ª Sª DA BOA MORTE E CRUZEIRO


Implantada num amplo terreiro por vezes palco de festas e romarias, a capela de Nossa Senhora da Boa Morte ou do Pópulo é uma construção que se pensa remontar ao século XVII. De planta rectangular, é antecedida por galilé e tem anexa a sacristia e a casa da tulha.
A galilé, com pilastras nos cunhais, é marcada pela abertura de três arcos, em cada um dos alçados, terminando o principal em empena. Já na parede da nave, o portal de verga recta é flanqueado por pilastras estriadas, e encimado por entablamento e frontão semicircular. A depuração do exterior, onde o aparelho em cantaria apenas é animado pelas pilastras que marcam os volumes e reflectem os espaços internos, contrasta vivamente com o interior, integralmente pintado e decorado por talha dourada e polícroma. As paredes exibem um lambril de enxaquetados, com volutas e enrolamentos a enquadrar as figurações de santos, no registo superior. O tecto, obra de 1771, exibe ao centro, envolta por arquitecturas, motivos rococó e anjos com filacteras relativas às litanias da Virgem, a representação de Nossa Senhora. O púlpito é também totalmente pintado e o arco triunfal apresenta um revestimento de talha onde se incluem os dois retábulos colaterais.
Na capela-mor, as paredes exibem pinturas com a figuração dos quatro Evangelistas, e no tecto, as pinturas dos caixotões são relativas a episódios da vida da Virgem e de Cristo. O retábulo, de talha durada proto-barroca, integra duas pinturas dedicadas à Anunciação.
A uma primeira campanha arquitectónica, datável do século XVII, sucederam-se outras campanhas decorativas, a primeira das quais responsável pelo retábulo-mor, certamente executado entre o final do século XVII e o início de Setecentos. Já a pintura mural é de época posterior, remontando à segunda metade da centúria como se percebe pelos motivos decorativos utilizados. No entanto, as diferenças de tratamento entre o tecto e as pinturas dos panos murários permitem concluir que foram executadas por artistas diferentes.

Fonte: Direção Geral do Património Cultural