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ANTA DE FONTE COBERTA

Classificação: Arqueologia / Monumento Nacional

Classificada logo em 1910 como “Monumento Nacional”, a “Anta de Fonte Coberta” ergue-se de modo relativamente isolado no Planalto da Chã, nas imediações de um pinhal, e pertence ao grupo dos denominados “dólmens de vestíbulo” ou “dólmens de corredor de tipo vestibular”, bastante raros nesta zona do país, contrariamente ao que sucede nalgumas regiões do Sul, a exemplo de Reguengos de Monsaraz.

Explorada ainda em finais do século dezanove por Henrique Botelho , parece ter sido somente em 1938 que foi objecto de um estudo mais sistemático, através de escavação dirigida pelo geólogo João Manuel Cotelo Neiva.

Monumento megalítico de consideráveis dimensões, chegaram até aos nossos dias todos os sete esteios que compunham primitivamente a respectiva câmara sepulcral de planta poligonal, embora um deles se encontre actualmente tombado no exterior do dólmen. Além destas componentes estruturantes, remanesce a laje de cobertura – ou “chapéu” – da câmara, com uma dimensão aproximada de três e meio por dois metros, bem como duas lajes cravadas e derrubadas que parecem formar um pequeno corredor ou vestíbulo. Quanto à mamoa – ou tumulus – original, foram identificados alguns vestígios no lado Sul do monumento.

Apesar das boas condições de conservação em que, na generalidade, o monumento permaneceu até à actualidade, o maior destaque passará pela presença de um conjunto de gravuras insculpidas na superfície de alguns esteios, que evidencia uma gramática decorativa assaz característica do universo simbólico desta tipologia arqueológica, como serão as “covinhas” e os “sulcos”, sendo que, na superfície interna de um dos esteios gravados – o terceiro do lado esquerdo da entrada da câmara – foram de igual modo pintados traços de cor vermelha a uma altura apreciável do solo. Entretanto, as prospecções efectuadas nos últimos tempos permitiriam identificar algumas rochas com gravuras localizadas nas suas imediações.

O monumento foi recentemente sujeito a uma intervenção de conservação e restauro, graças à qual foi possível reconstituir parte da mamoa e recolocar alguns esteios.

Fonte: Direção Geral do Património Cultural