Cada concelho vai ser dotado de um espaço de conhecimento e promoção, um espaço interativo que “abre as portas” e aguça a curiosidade para a descoberta do território.

As cinco portas de entrada do Vale do Tua, uma por concelho, surgem como parceiras do núcleo central de conhecimento, preservação e promoção, que é o Centro Interpretativo do Vale do Tua (CIVT), situado em Foz Tua, concelho de Carrazeda de Ansiães.

Artur Cascarejo, diretor do Parque Natural Regional do Vale do Tua (PNRVT), entidade promotora deste projeto, apresentou as “Portas” ao Ministro do Ambiente, Matos Fernandes, na sua recente visita a Mirandela. “Estas Portas, no fundo, representam uma rede interligada de centros de promoção regionais”, disse.

Matos Fernandes considerou a estratégia do Vale do Tua exemplar, sublinhando que “vale mesmo a pena apostar no capital Natural, como hipótese A de desenvolvimento, em territórios onde esse potencial é tão rico e tão vivo”. O governante frisou ainda o facto de o PNRVT ser o único de caracter “regional” no país e adiantou que muito em breve vai ser publicado um Decreto- Lei que envolve os municípios na liderança da gestão dos Parques naturais do país.

Para a criação das “Portas” do Vale do Tua cada um dos municípios disponibilizou um espaço físico, que está a ser recheado com conteúdos diversos, muito focados na vertente da preservação e valorização ambiental, mas também na herança cultural e patrimonial de cada lugar, na economia local e nas dinâmicas sociais de todo o território. Este trabalho, após concurso público, está a ser feito pela empresa “FCo. – Fullservice Company in Multimedia, Lda.”, tem um custo de 350 mil euros e um prazo de execução de seis meses. O contrato de execução foi assinado em dezembro de 2018, pelo que se estima que as cinco portas estejam concluídas e abram ao serviço da população e dos visitantes no verão deste ano.

Este é mais um investimento do Parque Natural Regional do Vale do Tua (PNRVT), que pretende que as “Portas” se assumam “como local prioritário de visitação do território, onde os turistas de se devem dirigir quando chegam para procurar informação, obter apoio, solicitar serviços, adquirir produtos, e onde podem aprender, divertir-se, etc.”. Deste modo, estes espaços devem:

Centralizar a oferta PNRVT numa estrutura específica para fins turísticos;

Criar motivos de atração adicional e prestar um bom serviço ao visitante;

Monitorizar o acesso de visitantes e organizar atividades de visitação;

Promover a sensibilização e educação ambiental;

Potenciar o desenvolvimento de atividades paralelas, sejam elas de cariz lúdico, cultural ou científico;

Prolongar o período médio de estadia no PNRVT e concelhos integrantes, enriquecendo o tempo passado durante a visita.

A abertura destes novos espaços representa mais um contributo para a afirmação de um território que se distingue do ponto de vista ambiental, cultural, patrimonial, gastronómico e social, e que vê no turismo e no potencial de visitação, uma fonte de oportunidades e de desenvolvimento.

Como referimos, as “Portas”, são um complemento de proximidade do Centro Interpretativo do Vale do Tua, e vão integrar uma lista de respostas qualificadas que a Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua (ADRVT) e o PNRVT têm vindo a implementar no território, como são exemplos, o próprio CIVT, a Rede de Percursos Pedestres, o património edificado que tem vindo a ser recuperado e os programas de empreendedorismo que incentivam a criação de novas respostas, essencialmente, na área do Turismo de Natureza