A TUA incubadora tem como eixos prioritários o Turismo de Natureza, Ambiente e Património. Uma incubadora que nasce para apoiar novos projetos mas também para ajudar a reestruturar projetos existentes abalados com as consequências da Covid-19.

O Parque Natural Regional do Vale do Tua (PNRVT) é o primeiro e único parque natural do país a criar uma Incubadora de empresas. Tendo como missão a conservação da natureza, esta área protegida tem igualmente nos seus princípios básicos a promoção do desenvolvimento económico e social, com o objetivo de fixar a população, porque sem gente não há conservação, não há vida. Alias, desde a criação da Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua (ADRVT), que integra o PNRVT, “os projetos de empreendedorismo desenvolvidos já apoiaram a criação de 100 empresas, o que numa região como a nossa é muito significativo”, sublinha o diretor do PNRVT, Artur Cascarejo. “Recordo que a ADRVT conseguiu aprovar uma candidatura no valor de 600 mil euros que permitiu a criação de dois Fab Lab no Vale do Tua, que agora em parceria com a Tua Incubadora, também vão ajudar no apoio técnico aos novos empreendedores e aos empresários já instalados”, acrescenta.

Outra das particularidades desta incubadora é o apoio às empresas existentes que, na sequência da pandemia da doença COVID-19, necessitem de se reestruturar, de repensar áreas de negócio ou metodologias. “Estamos de portas abertas também para eles, diria que neste momento são até a prioridade, vamos dar o apoio técnico a quem dele necessitar”, insiste.

As áreas de especialização da incubadora são o Turismo de Natureza, o Ambiente e o Património, o que não significa que não se apoiem outros projetos de outros setores. Outra das “missões” da incubadora é ajudar a “descobrir novos talentos”, jovens ou não, que possam desenvolver produtos ou serviços diferenciadores no território, que acrescentem valor ao leque empresarial existente, que ajudem a criar a chamada “massa crítica”.

A incubadora vai ter um espaço físico de atendimento em cada um dos concelhos que integram o PNRVT (Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor), vai também dar apoio através das ferramentas digitais disponíveis, promover o trabalho em parceria, sendo que os projetos só podem ser apoiados se as empresas fizerem neste território a sua domiciliação fiscal.

A presidente da ADRVT, Júlia Rodrigues, afirma que vê neste projeto “uma visão de desenvolvimento e energia imparáveis para a região”.

A Incubadora, que fomenta as parcerias internas entre os 5 municípios do Vale do Tua, nasce já com algumas parcerias “externas” de organismos e entidades que, através da celebração de protocolo de colaboração, assumirem o compromisso de apoiar o desenvolvimento deste projeto. O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, cuja diretora regional do Norte, Sandra Sarmento, marcou presença no lançamento da incubadora, é uma dessas entidades. “Sem gente não podemos fazer conservação da natureza, este projeto visa a criação de emprego em áreas fundamentais como o ambiente, o turismo e o património e é um excelente exemplo do caminho que os territórios devem percorrer para garantir a sustentabilidade”, afirma. Uma visão reforçada pela Secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, que reconhecendo que as áreas protegidas, como o PNRVT, “têm de ter algumas restrições para a conservação da natureza”, defende que “essas regras não podem ser proibitivas do desenvolvimento de atividades, desde que sustentáveis”.

A Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte é outra das entidades que já celebrou um acordo de cooperação com a TUA incubadora. O vice-presidente desta Entidade, José Inácio, refere que este projeto “se enquadra na política de valorização que o Porto e Norte defende e está a implementar” no sentido de valorizar e qualificar os produtos e a oferta turística dos territórios de baixa densidade.

Por fim a Tua incubadora conta ainda com a parceria do próprio IAPMEI, um organismo fundamental no apoio à criação de novos projetos empresariais.