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Vila Flor

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Portugal
Vila Flor

A antiga “Póvoa d’Álem Sabor” atesta as origens remotas do povoado medieval, anterior à fundação da Nacionalidade e assim designada pela centralidade castelhana, passando a chamar-se Vila Flor no reinado de D. Dinis, que se quedou de espanto perante a exuberância, a beleza do local e o florido que a envolvia. Assim se rebatizou a Vila e afirmou o seu estatuto de praça amuralhada, com 5 portas, das quais apenas resta uma, que, por coincidência, se designa Arco de D. Dinis.

Após este reconhecimento real, militar e consequente impulso urbano, a Vila entrou numa assinalável trajectória de desenvolvimento económico, assente no comércio, na agricultura, nas manufaturas de curtumes e de ourivesaria, suportados numa reconhecida dinâmica tradicionalmente ligada aos judeus que desenvolveram muita da actividade no interior Transmontano, até ao reinado de D. Manuel I.

Hoje, um pouco por todo o Concelho de Vila Flor, podemos encontrar fontes de mergulho, solares brasonados, janelas e casas medievais, cruzeiros, miradouros, santuários, igrejas e capelas (românicas e barrocas), antigos lagares de vinho e de azeite, entre artes e ofícios, o “saber fazer” das nossas gentes e curiosidades típicas de cada localidade, perpetuadas através das gerações, como símbolos da herança histórica e cultural, vestígios que o tempo não apagou e que representam um inquestionável valor patrimonial.

Naturalmente que a ocupação humana foi intensa e bem mais antiga no termo de Vila Flor, como atestam múltiplos testemunhos arqueológicos refletidos em atalaias, castros, abrigos, arte rupestre, antas, esculturas zoomórficas, habitats romanos e valioso património imaterial. Este somatório de evidências vincularam fortemente as comunidades aos lugares e neles se perpetuaram, desenvolvendo esse interminável vínculo às origens. O apelo da nossa Terra!

Contudo as origens mais remotas da Vila estarão no cabeço da Senhora da Assunção, situado na freguesia de Vilas Boas, onde outrora se implantou um magnífico castro nos limites ocidentais do povo Zoelae (Zelas), no qual se encontrou o famoso Torques de Vilas Boas e que, no dizer de Santos Júnior (1965), é “o mais belo de quantos Torques se conhecem na Península Ibérica e fora dela”.

Conheça o relato do achamento deste Torques registado pelo mesmo investigador: “(…) andava um lavrador a lavrar e agarrou e tirou aquilo (o Torques) da charrua (…). E o homem que não sabia o que era e que agarrou com a vara de andar a tocar as crias, agarrou com ele e … Toca! (…) Atirou com aquilo para o prédio do outro ali pegado. E então, o que acontece? O outro, quando foi para lavrar, foi mais esperto que ele: viu aquilo no cimo da terra (…) deitou-lhe as mãos a limpar aquilo que foi ver… E era o que contava!” E, para reforçar categoricamente aquilo que contava (o Sr. Joaquim da Silva Amaral) quanto ao aparecimento do Torques levado de rojo diante da charrua com que labrava a terra das Tamancas, tirou o chapéu e, voltado para o cabeço onde se ergue a bela igreja de Nossa Senhora da Assunção, numa atitude espetacular de impressionante vibração, afirmou, quase gritando: “se eu não vi isto como digo, que Nossa Senhora da Assunção me tolha de pés e mãos e ainda eu estoire aqui como um boneco!”

Este povo organizado em Ordo, que corresponde ao seu estatuto tribal alargado, pertencente aos Astures do sul, foi descrito por Plínio e ocuparia a parte oriental de Trás-os-Montes a seguir ao Tua e ao Mente, confinando a sul com o Douro e a oriente pela meseta castelhana nas áreas de Aliste e de Zamora. Este grande território, que lhe é atribuído, faz compreender melhor o carácter de subagrupação do povo Asture e com maior dimensão que as tribos tradicionais, tendo a sua centralidade tribal, política e religiosa em Castro de Avelãs, comprovado pela lápide dedicada ao deus Aerno, protetor dos Zelas e senhor dos ventos do norte.

Do legado deixado pela Ordo Zoelae, chegou até nós a téssera hospital de Astorga de 27 dC e renovada em 152, através da qual duas gentilidades ou clãs dos Zoelas estabelecem um pacto de hospitalidade perante o seu magistrado Abienus e, em consequência, renovaram o “velho e antigo pacto de hospitalidade e neles todos se acolheram uns a outros em confiança e recíproca clientela (proteção), sua e de seus filhos e descendentes…” . Este pacto de hospitalidade, evidenciado na denominada “Tabula” ou “Pacto dos Zelas”, pode muito bem, conter os germens e as bases da franqueza transmontana, da sua predisposição solidária e do “entre quem é” do Reino Maravilhoso Torguiano e da qual Vila Flor deve reivindicar essa herança. Sabia que esta téssera foi encontrada em Astorga e está depositada no Museu de Berlim?

 

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