Posto que para trás ficaram as grandes divindades telúricas de Reve Marandicus e de Serápis, nos limites de Vila Real, começamos aos poucos a impregnar-nos das ambiências transmontanas, nas quais, os planaltos luminosos de Alijó, as suas chãs sagradas dos mortos e os seus cabeços graníticos dos castros, fazem sentir os primeiros estremecimentos do Reino Maravilhoso. De um lado os gigantes, as divindades pétreas e o cerco montanhoso da grande fortaleza telúrica, do outro o Douro sublimado e os seus alcantilados geométricos onde desfilam pautas musicais em forma de vinhedos. Mas olhando pela varanda aberta a oriente, mergulhamos na Terra Quente por onde se espreguiça o rio das ancestrais e esbatidas fronteiras tribais da fase proto-histórica.
Entramos nos domínios ribeirinhos do Tua, dos seus precipícios e dos seus mistérios.
Somos assim recebidos em Alijó, emblemática terra de produtores de grandes vinhos, de uma crescente atividade turística que potencia o dinamismo das gentes e dá notoriedade à região e a sua bacia hidrográfica cuja nomeada se espalha pelos cantos do Mundo. Famosa pelas suas hortas, laranjais e produtos de montanha, contudo o destaque vai para a produção vitícola de afamados vinhos do Douro e Porto, sem esquecer o característico moscatel de Alijó e Favaios, que é uma particularidade dos planaltos de transição. A eles liga-se a tradicional produção de pão, que se pode degustar e ver na última localidade onde funciona o Museu do Pão e do Vinho. A medieva Alijó e seu termo, tiveram um conjunto de forais que atestaram a evolução daquelas comunidades e o cuidado dos primeiros reis em favorecerem o povoamento e criar condições para a atração da burguesia mercantil e da nobreza fundiária, que tutelaram a terra durante longos ciclos históricos. Tal aconteceu com o Marquês de Távora, que veio a ser o primeiro donatário de Alijó e seus termos, até voltarem à posse da coroa portuguesa, no período Pombalino, após o trágico aniquilamento daquela poderosa família, nos meados do séc. XVIII.
As capelas, os miradouros, o edifício da Câmara Municipal, o pelourinho, a antiga casa dos Távoras e o centenário plátano, considerado monumento nacional, compõem grosso modo, o conjunto dos patrimónios materiais. A gastronomia, as raízes da história, a hospitalidade das suas gentes, os miradouros de suster a respiração e o mágico/ lendário, completam o quadro da oferta alijoense.
Informação Turística
Avenida 25 de Abril, 5070-001 Alijó | Tel.: (351 ) 259 950 095 | turismo@cm-alijo.pt| Câmara Municipal de Alijó















